PANTERA NEGRA


REPRESENTAÇÃO HEROICA

Ao sair da seção de Pantera Negra uma das sensações predominantes deixada pelo filme era que além de um filme visualmente incrível era a de felicidade pois finalmente os filmes de representação estão se tornando cada vez mais importantes para a sociedade, depois de Mulher maravilha que mostrou o poder das mulheres (algo que já sabíamos), agora Ryan Coogler mostra a importância da diversidade da cultura africana e porque ele é um dos melhores diretores da atualidade.



Pantera Negra pode inicialmente parecer apenas um filme de super-herói feito apenas para seguir a cartilha do MCU, mas o filme deixa isso em segundo plano, pois a preocupação principal do diretor era representar a cultura africana e a busca pelos direitos civis ao redor do mundo, e principalmente a importância da raça negra no atual cenário mundial sem medo algum de mostrar seu objetivo ao mesmo tempo em que continua sendo um grande filme de super-heróis. A primeira coisa que chama a atenção no longa é como as relações são bem exploradas, Ryan Coogler mais uma vez soube trabalhar esse ponto, é fácil o público se conectar com os personagens e não apenas os personagens principais como o príncipe T’Challa (Chadwick Boseman), mas sim todos, quando chegamos no meio do segundo ato queremos saber mais sobre Okoye (Danai Gurira) líder das Dora Milaje, a irmã de T’Challa, Shuri (Letitia Wrigth) ou até mesmo o culto dos guerreiros M’Baku, embora eles sejam extremamente bem explicados durante o filme, ao final você quer mais desse universo. Inclusive Wakanda é um universo à parte e talvez e talvez um dos (poucos) pontos negativos do filme, falta um pouco de Wakanda no filme, a falta da população “urbana” do lugar deixa o lugar um pouco vazio, pois é onde o diretor se destaca. temos ressalvas com com a computação gráfica do filme, mas nada que atrapalhe a experiência desse lugar maravilhoso que é Wakanda.



Uma das coisas que temos que ressaltar aqui é que em muitos momentos T’Challa deixa a responsabilidades de Pantera Negra de lado para assumir o trono de rei de Wakanda e esse é um ponto importante do roteiro, já que nesse ponto que temos uma grande atração do filme que é o Vilão Erik Killmonger (Michael B. Jordan) que não é o melhor vilão da Marvel mas está entre eles, a motivação e a forma como ele se impõe, querendo impor a ideologia adquirida pela sede de vingança, são bem representadas e talvez apenas o modo como ele é derrotado seja um pouco aquém do personagem.


Pantera negra se estabelece como uma furuta figura central para o universo cinematográfico da marvel, o filme não é perfeito, as cenas de lutas parecem um pouco travadas em alguns momentos quando parece que teremos um ápice na cenas voltamos ao normal, mas mesmo com essa (e outras) ressalvas o filme se mantém seu ritmo no alto, com uma trilha sonora impecável que só evidencia o quão importante é o filme para a sociedade, com grande atuação do elenco e direção e roteiro que se conectam, Pantera Negra se consolida como um dos melhores filmes do ano, não só pelo seus números, mas também pelo modo como conversar com público sobre questões raciais tão presentes atualmente.

Comentários

  1. Ótima abordagem, raciocínio lógico. Não tinha prestado atenção neste detalhes, mas adorei o filme!

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