Crítica | Entre Facas e Segredos
Com elenco recheado de estrelas e história intrigante, filme supera as expectativas
O que melhor podemos concluir sobre “Entre Facas e Segredos” é que alguns finais podem ser deixados em segundo plano, o que realmente importa aqui é como chegar nesse lá. Longe de ser o filme mais cabeça dos últimos tempos ou com um plot twist de explodir cabeças, aqui a forma simples de entreter é a parte mais interessante desse mistério.
O diretor Rian Johnson pode ter seus defeitos mas se tem algo que ele sabe fazer é conta histórias, e um dos méritos de Entre facas e segredos e sua história, roteiro e narrativa trabalham juntos de forma muito agradável. A grande sacada desse filme é como ele trabalha o mistério que envolve todos os personagens, não temos a forma tradicional de contar esse mistério como os clássicos contos de Agatha Christie, afinal o que temos não parece ser de fato um mistério, mesmo que todos tenham motivos para se colocar na posição de culpado.
O longa não tem tempo para perder então desde o começo ele faz questão de separar quem está de fato em posição de ser autor do crime mas sem esquecer de envolver terceiros no decorrer, então personagens como Walt (Michael Shannon), Richard (Don Johnson) e Joni (Toni Collette) tem seus maiores segredos revelados logo no começo do filme criando assim uma grande dúvida sobre esses personagens, até mesmo Linda (Jamie Lee Curtis) aparentemente tem um ar de possível culpada, o detetive Benoit Blanc (Daniel Craig) é o responsável por juntar todas essas peças e mesmo que de um modo não muito convincente ele entra na trama, um dos papéis mais caricatos de Craig, talvez fosse melhor se manter mais sério e passar uma maior credibilidade para a função do personagem. Mas quem dá um show aqui é Ana de Armas no papel de Marta enfermeira que conduz a trama de uma forma peculiar.
Além de saber contar essa história o diretor sabe trabalhar principalmente os pontos de viradas do filme, já que não temos um mistério padrão esse pontos também são excêntrico, o humor bem trabalhado faz com que mesmo com algum exagero ainda assim possam ser aceito, principalmente depois que Ransom (Chris Evans) aparece, e coloca uma grande dúvida na trama. São esses pequenos pontos bem trabalhados que fazem a diferença e não deixam o filme ser monótono, saber usar essa trama para contar uma história de mistério que fala sobre problemas em família e ainda dar ênfase em política mesmo que de forma rasa poderia soar de forma estranha, no entanto o filme aproveita isso para dar continuidade na sua própria história.
Qualidade é o que não falta aqui, com um elenco incrível e talentoso junto com uma história de mistério muito bem trabalhada, tem sim seus defeitos mas durante as 2 horas de filme eles não atrapalham o ritmo agradável que o filme passa.


Comentários
Postar um comentário