O JUSTICEIRO



O VERDADEIRO JUSTICEIRO ?
Antes da produção de uma adaptação para qualquer formato de tela é preciso considerar várias coisas para que essa adaptação seja bem sucedida, e quando essa adaptação é sobre o justiceiro essa tarefa se torna um pouco mais complicada, o justiceiro tem uma peculiaridade que torna ele um pouco delicado principalmente nos dias de hoje, a violência é uma das principais características de Frank Castle, e depois da participação do justiceiro na segunda temporada do demolidor, tivemos um pequeno vislumbre do justiceiro e como esse personagem estava fiel aos quadrinhos, com cenas marcantes e com muita violência, além de que Jon Bernthal é a perfeita caracterização de Frank Castle. Então no final de 2017 tivemos a estreia da série solo do Justiceiro.

No primeiro episódio a série nos dá a ideia de que seguirá os mesmos passos do justiceiro que vimos em demolidor já que temos a continuação da caçada de Frank Castle, mas digamos que nós episódios que seguem temos uma queda brusca sobre a expectativa criada, veja bem a violência em certos episódios é bem bruta mas até ela da uma caida em certos momentos, e junto com essa decaída vem um comportamento que não vemos e não esperamos do justiceiro, em certos episódios depois das cenas de ação e violência Frank parece se desculpar pelos seus atos, contudo Jon Bernthal continua impecável no papel de justiceiro. Outro ponto que incomoda é o pseudo triângulo amoroso entre Frank, David Liberman / Micro (Ebon Moss-Bachrach) e a família do próprio David que com exceção de sua mulher Sarah Lieberman (Jaime Ray Newman) seus filhos tem um nível de atuação bem baixo e claramente algumas situações só acontece para dar estofo para alguns episodios da serie e não mostram nenhuma finalidade. mas de todos os personagens secundários David Liberman / Micro é sem dúvida o que melhor se desenvolve em toda a trama, assim como outros que tem o seu próprio arco de história  que se amaram muito bem a história principal como Dinah Madani (Amber Rose Revah) que fica com a parte “investigativa” sobre Frank Castle, além é claro de Billy Russo (Ben Barnes) que tem uma conclusão muito boa na transformação de um vilão clássico dos quadrinhos do justiceiro, e que deixa uma ponta para uma segunda temporada.



Uma das melhores coisa da serie sem duvida é o arco secundário de Lewis Wilson que trata sobre assuntos atuais como terrorismo e o controle de armas, e a construção desse arco desde seu início até a sua conclusão é muito boa e não torna a participação de Karen Page (Deborah Ann Woll) resumida apenas como um possível futuro romance com Frank Castle, a conclusão desse arco proporciona um dos melhores episódios da série, embora a série não se posicione sobre nem um dos assuntos mais polêmicos abordados, vale lembrar que semanas antes da estreia da série houve um ataque terrorista em Las Vegas, fazendo inclusive com que um evento da série fosse cancelado e talvez isso tenha atrapalhado um pouco a série.

Por fim a série não entrega tudo que gostaríamos do justiceiro, falta cenas memoráveis de violência extrema, a verdadeira máquina de matar que por mais que hoje em dia sejam politicamente incorretas é uma marca registrada do personagem e já vimos que ele tem potencial para executar, em alguns momentos falta coragem para a série soltar certas amarras que impedem ela de ser o que gostaria, coragem que em certas cenas sobra, com menos episódios, coragem e mais ação talvez a série fosse o que realmente esperávamos.

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