STAR WARS: OS ÚLTIMOS JEDI


A REINVENÇÃO DE STAR WARS

Uma sequência é na maioria das vezes a parte mais questionável de uma obra, e quando falamos de Star Wars a tarefa se torna ainda mais difícil pois agora temos não só os acontecimentos do primeiro filme dessa nova trilogia, mas sim todo um universo que foi construído desde 1977 com Star Wars: Uma Nova Esperança, reciclar um roteiro assim como vimos em O despertar da força por mais que o filme tenha sido bom, isso não seria aceito e digamos que o diretor Rian Johnson conseguiu fazer um grande trabalho com este novo episódio da saga por mais complicada que a tarefa tenha sido, com ideias novas e ousadas o diretor conseguiu reinventar Star Wars sem que o filme perdesse a identidade já conhecida pelos fãs.

Star Wars: Os Últimos Jedi tem como objetivo apresentar uma nova perspectiva para o telespectador, deixando de lado alguns conceitos como a força, lado negro e até mesmo a resistência contra a primeira ordem, aqui não seguimos a jornada do herói mas temos muito o que aprender com os mestres nesse filme. Aqui alguns personagens são melhores resolvidos do que em SW: O Despertar da Força como Poe Dameron (Oscar Isaac) que tem um arco muito mais interessante e apresenta uma evolução em seu personagem que chega do ponto A ao ponto B muito mais maduro, passando por provações e aprendendo com seus erros e conta com a ajuda de uma personagem icônica a general Leia Organa (Carrie Fisher - que infelizmente veio a falecer depois das filmagens do filme).

A cereja do bolo que foi entregue ao final de O Despertar da Força e um espetáculo à parte, embora seja um pouco difícil aceitar alguns comportamentos de Luke ( Mark Hamill) principalmente ao recusar treinar Rey (Daisy Ridley) mais ainda ao ver ele recusar o sabre de luz, mas o desfecho do personagem é simplesmente sublime uma homenagem digna para Mark Hamill que entrega o melhor Luke Skywalker, a personagem de Daisy é colocada em segundo plano aqui e não mostra uma evolução muito grande como visto em O Despertar da Força, mas tem um papel importante na trama. Outro personagem que amadureceu muito e mostrou uma evolução tanto do primeiro filme quanto ao final de Os Últimos Jedi é Kylo Ren (Adam Driver) que se transforma em um verdadeiro vilão e deixa de ser apenas uma marionete mimada da primeira ordem e alcança status próximos de Darth Vader.

O filme não é perfeito tem alguns defeitos, o filme é muito longo, talvez não fosse um problema se parte desse tempo não fosse gasto na história paralela de Finn (John Boyega) e Rose (Kelly Marie Tran) uma jornada que até parece ter um ótimo propósito mas que ao fim da uma escorregada e não acrescenta em nada na história. Alguns personagens parecem não ter um propósito e não fazer parte do filme em si, exemplos de Maz Kanata (Lupita Nyong’o) e Capitã Phasma (Gwendoline Christie), excelentes personagem para spin-off em outras mídias. Outro personagem que se mostra muito importante em O despertar da força e para o futuro da franquia e o Supreme Leader Snoke que não tem uma evolução no filme e tem um final um tanto quanto patético.

Um das coisas que fazem Os Últimos Jedi ser um espetáculo são seus efeitos visuais, que proporcionam verdadeiras obras de artes a cada frame reproduzido na tela, principalmente no segundo e terceiro ato, e assim como no filme anterior temos novas criaturas e novas naves o que proporciona um sentimento próximo do que foi sentido em 1977. Talvez esse não seja o melhor filme da franquia, pois apresenta outros caminhos para algo nunca antes visto no universo Star War, mas que abre novas possibilidades para o futuro da franquia.  

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