CRÍTICA | VINGADORES GUERRA INFINITA


O SUCESSO INFINITO DA MARVEL



Finalmente o filme mais esperado do ano está entre nós, e podemos dizer que o filme é sim tudo o que a Marvel planejou nos dez anos de cinema, o filme (para algumas pessoas) pode não ser o melhor filme da Marvel, longe disso, o que temos aqui é uma homenagem não só para o UCM mais também para a empresa Marvel e todo esse universo criado por Stan Lee e Jack kirby, além de afirmar de vez a volta por cima da Marvel, que passou por dificuldades chegando perto da falência, mas hoje proporciona filmes incríveis.



Um dos acertos entre muitos de Guerra infinita é apostar nas coisas simples, não temos nada muito complexo ou enrolação aqui, afinal boa parte do universo já está estabelecido e o evento precisa de uma certa velocidade desde de o início, é uma característica marcante do longa pouco são os momentos de respiro e a ação praticamente não dá descanso. Nas mãos dos diretores Joe Russo e Anthony Russo que mais uma vez se mostram à vontade em juntar os heróis além da indiscutível fórmula Marvel com humor na medida certa, não só isso dessa vez temos também o elemento drama que está muito presente na trama, o que mostra uma evolução em alguns atores Zoe Saldaña e (principalmente) Chris Hemsworth mostram um poder de atuação incrível nesse sentido, antes criticado tanto o ator como o personagem se encontraram após Thor: Ragnarok e em guerra infinita temos essa confirmação.

Os heróis aqui são separado em grupos ao estilo Senhor dos Anéis, podemos dizer que dos três grupos o mais fraco em termos de roteiro é o que se encontra em Wakanda, não que eles não sejam importantes, mas aparecem pouco, já Thor se encontra em uma quest de extrema importância para o futuro junto com Rocket Raccoon e Groot uma parceria engraçadíssima. Já Tony Stark (Robert Downey Jr) se vê junto da companhia de Dr. Estranho (Benedict Cumberbatch) e o Senhor das Estrelas (Chris Pratt) o tão aguardado encontro dos três maiores egos do UCM, as melhores partes do filme são proporcionadas pelos três, juntamente com o Homem-Aranha (Tom Holland) e os outros Guardiões da Galáxia, além de ser extremamente incrível e tensa, a cena de luta em que eles estão envolvidos no planeta Titã contra o vilão do filme.



O que demonstra que Vingadores: Guerra Infinita é um filme corajoso é que entre tantos heróis é que Thanos o vilão do filme é sim a estrela principal aqui, quase que um filme de origem do vilão, pode parecer estranho mas é realidade é como essa foi a melhor escolha dos roteiristas Stephen McFeely e Christopher Markus, e aqui o problema que a Marvel tem com vilões aqui são resolvidos, Thanos é o melhor vilão desse universo, Josh Brolin mesmo com efeito visuais (que são incríveis) entrega uma atuação de alto nível, desde de o começo Thanos impõe respeito e medo, entre outras qualidades que só um vilão de verdade pode ter, ele não é o vilão clichê que só quer fazer maldade ou dominar o mundo, com um carisma incrível junto com uma motivação que em diversos momentos fazem você se questiona se ele não tem uma certa razão, entre outras coisas que tornam Thanos “O MELHOR VILÃO DA MARVEL”.

Bom esse filme tem sim seus pontos negativos, poucos mais temos, a ordem negra por exemplo parece ser muito mais perigosa do que realmente são, sim não teríamos tempo para batalhas épicas com esses vilões, mas a forma como eles são derrotados são pobres, principalmente Fauce de Ébano (Tom Vaughan-Lawlor) que se mostra tão poderoso no início, o núcleo de Wakanda proporciona uma batalha incrível, lá está a definição de fã service (mais ainda quando Thor se junta ao grupo), mas deixar Capitão América (Chris Evans), Pantera Negra (Chadwick Boseman) e Bruce Banner (Mark Ruffalo) apenas para lutar sem um propósito parece meio vago, sim tudo isso devido ao grande número de personagens alguém iria ser deixado de lado.



No fim o filme entrega exatamente o que foi prometido sem as mortes que esperávamos mais com novidades relacionadas a isso, com um final surpreendente mas que não é definitivo. Com um vilão incrível e cenas maravilhosas o filme prova que esses primeiros dez anos foram só o começo de algo muito maior, Vingadores Guerra Infinita vale pelo sentimento que proporciona para todos que acompanham não só o UCM mas também é fã de longa data dos quadrinho, mas uma vez a Marvel acerta em cheio do começo ao fim.

E continue no seu assento ao final do filme na única cena pós crédito temos a confirmação de um das grandes expectativas que envolvia Guerra Infinita, a “introdução” de uma nova heroína que promete ser o início de algo novo no Universo Cinematográfico da Marvel.

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