ONDE ESTÁ O CINEMA NACIONAL ?


Culturalmente o cinema nacional não é bem visto, e acredite o maior índice de rejeição é dentro do próprio Brasil, muitos são os fatores para essa rejeição, falta de interesse do público, a pouca divulgação, sem contar que o mercado cinematográfico brasileiro depois de tantos ano ainda não se encontrou em terras brasileiras, podemos até citar alguns filmes famosos e que são muito conhecidos por aqui, Tropa de elite 1 e 2, Cidade de Deus e mesmo filmes de comédia que é o gênero que mais fazem sucesso por aqui, mas acredite o cinema nacional também é rico em produções e histórias, e por mais que todo ano esperamos ansiosos por um novo filme BlockBuster de franquias como Vingadores, Liga da justiça e outros, o cinema nacional precisa ser visto com melhores olhos.




O cinema nacional por muito tempo foi visto como o patinho feio dentro do Brasil, existem filmes mais conhecidos em outros países do que em território nacional. Filmes como Que horas ela volta (2015) dirigido por Anna Muylaert e protagonizado por Regina Casé é um grande exemplo deste preconceito, o filme foi apresentado ao público primeiro no exterior no Sundance Film Festival e teve sua estreia oficial em outros sete países antes de chegar em seu país de origem, aclamado pela crítica nacional e (principalmente) internacional onde Regina Casé e Camila Márdila ganharam o prêmio especial na categoria de interpretação do cinema mundial no Sundance. Inclusive o filme foi elogiado por diversos veículos especializados ao redor do mundo incluindo o The Hollywood Report (USA) e El País (Espanha).
Outro grande exemplo é a animação O menino e o mundo (2014) dirigido por Alê Abreu, além de ser uma animação algo que não chama muito a atenção do grande público principalmente pelo seu estilo de arte simples, mas acredite após você superar essa barreira você vai se surpreender, o filme passou por algumas dificuldade em território nacional, no circuito exibidor brasileiro o filme não alcançou um bom número de espectadores, mas no exterior conquistou muitos espectadores e prêmios, entre eles o prêmio Cristal (júri) considerado o maior prêmio de animação mundial e o prêmio do público ambos no Festival de Annecy na França, e o pequeno reconhecimento nacional só veio após ser vendido para mais de 80 países e uma indicação ao oscar em 2016 onde disputou a estatueta de melhor animação com Divertida Mente (vencedor daquele ano).



O cinema nacional tem muito potencial e em 2018 esse potencial está mais evidente, vários filmes bons e com bastante destaque, entre eles o terror nacional vem se destacando, esqueça aqueles antigos filmes B, protagonizados pelo mito Zé do caixão, aqui estamos falando do terror de verdade, filmes como O rastro (2017), As boas maneiras (2017) e principalmente O animal cordial (2018), prometem dar o impulso necessário, não só para o gênero como para o cinema brasileiro em geral, mas esses são apenas algumas obras que surgem no meio desse processo, outros gêneros mais críticos têm aparecido, Ferrugem (2018) é o último lançamento brasileiro e promete surpreender a todos, com um tema atual e presente em todas as classes do país.

Dar valor ao cinema nacional parece uma tarefa difícil, visto que normalmente temos apenas um gênero que se destaca (comédia), mas não é verdade, falta um pouco de interesse do público e da mídia, mas não podemos deixar de apoiar, mesmo com várias dificuldades, principalmente nesse momento de ascensão de diretores, escritores e produtores brasileiros, que chamam a atenção, não só fora do país como dentro dele também.

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