Crítica | The Punisher (S.2)


A segunda temporada de The Punisher tinha tudo para ser melhor que a temporada passada, dar continuidade na história de Frank Castle e a adição do vilão mais icônico do anti herói da Marvel, infelizmente tudo que temos na segunda temporada é a repetição dos mesmos erros da temporada passada, com tantos episódios e histórias para serem contadas a segunda temporada começa com um ritmo bom mas não consegue se manter até a sua conclusão. Assim a série tem um final chato e previsível e sem muitas surpresas ou gancho para uma próxima temporada.


Poucas são as coisas que podem ser salvas nessa segunda temporada, as cenas de ação continuam muito boas como na primeira temporada e aqui temos cenas mais brutais e Frank Castle não está para brincadeira e temos o dobro de sangue, Jon Bernthal mais uma vez mostra por que é a melhor versão do justiceiro, tanto na parte física como na parte dramática e você até consegue se afeiçoar ao Frank Castle de Bernthal. Mas as coisas boas acabam por aqui a série tem um ritmo lento em meio a tantas histórias e personagens que a atuação de Jon Bernthal se perde. A montagem da série não ajuda em vários momentos é comum você se perder, e mais para o final a série passa uma sensação de não saber se certos acontecimentos se passam no futuro ou no passado, tudo isso em em meio a um roteiro repetitivo nessa temporada como na primeira temporada.


Retalho ? Bom em nenhum momento da série Billy Russo é chamado desse jeito, e embora toda a construção do vilão vista no final da primeira temporada, tenha sido para acreditar que teríamos o Retalho aqui ele é totalmente esquecido, e quem esperava um vilão para fazer frente a Frank Castle, não é o que vemos aqui, Billy Russo é um vilão que não sabe por que é vilão todas as suas motivações não fazem sentido e são claramente feitas apenas para entrar em rota de colisão e confrontar Castle e no fim ele acaba se tornando mais vilão de outro personagem no caso Dinah Madani (Amber Rose Revah ) do que do próprio Castle.
Outra personagem secundária que chama atenção de forma negativa é Amy (Giorgia Whigham) que serve muito mais como um “alívio cômico” e um gancho preso a Castle para lembrar quem está assistindo que ainda tem uma história não resolvida.

No fim a série tem tanto conteúdo dividido entre personagens fracos e histórias mal contadas que chegar ao fim acaba se tornando cansativo, mais brutal que a temporada passada não é o suficiente para segurar a atenção de quem está assistindo.               

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