REVIEW | RED DEAD REDEMPTION 2
Com o passar dos anos a indústria dos games tem evoluído cada vez mais rápido, e a Rockstar é uma das empresas que melhor trabalha esse conceito de evolução a cada game lançado de suas franquias, assim como vimos a evolução de GTA 4 para GTA 5, com RDR 2 não é diferente após 8 anos desde o lançamento do primeiro Red Dead Redemption a Rockstar conseguiu “extrapolar” o seu próprio conceito de evolução, conceitos esses que já estavam presentes em outros games, mas que nas mãos da Rockstar se tornaram uma qualidade própria de Red Dead Redemption 2.
Quem jogou o primeiro RDR sabe como é marcante a história do game, em Red Dead Redemption 2 não é diferente pois várias questões estão novamente presentes aqui em escala muito maiores, prepare se para se envolver com todos os personagens que aparecem durante a história principal e ver de dentro da gangue como personagens conhecidos do primeiro game chegaram até lá e principalmente como a gangue e o próprio Dutch Van Der Linde chegaram aos acontecimentos do primeiro RDR. No início jogar com um novo personagem como Arthur Morgan deixasse algumas pessoas com o pé atrás visto que o personagem que controlamos no game anterior está presente aqui, mas a partir do momento em que vamos construindo um vínculo com Arthur e vemos a evolução, motivações e ações culminando em um final épico.
Em um mundo como o de RDR 2 que a todo momento mostra estar vivo é comum que seus detalhes se sobressaiam, e um dos principais são a variedade de coisas para se fazer, é comum se perder em meio as missões paralelas e outras atividades que são quase tão complexas quanto as missões que seguem a história principal. Em RDR 2 até as atividades mais simples tomam proporções mais complexas, o nível de interação com o mundo é algo nunca visto antes, aqui temos um “novo tipo de RPG” diferente de outros títulos aqui temos uma pequena árvore de ações com os NPC’s, o que torna qualquer abordagem diferente, é possível se envolver ou se livrar de situações com um simples diálogo, missões secundárias surgem com diálogos triviais. A evolução do personagem surge como um prêmio pela exploração, cada atividade paralela rende algum tipo de experiência para o seu personagem seja ela atividades no acampamento, andar à cavalo ou participar de minigames.
Diferente do título original, caça, pesca, jogos (dominó, poker entre outros) são quase que obrigatórios para uma total experiência do game. A caça inclusive é uma das atividades mais prazerosas do game, não basta apenas encontrar e matar sua presa, antes é preciso um “estudo de campo” seguir os rastros, preparar isca para atrair o predador ou se esgueirar em caso de espécies menos agressivas, e no momento de abater os animais o uso de diversas armas se faz necessário para cada tipo de animal já que para obter a pele perfeita é necessário um preparo tanto de equipamento que será usado, como do próprio personagem. Atividades tão complexas mas que mostram como cada detalhe de RDR 2 foi minimamente pensado para parecer tão real. Ainda assim outros detalhes chamam a atenção principalmente nas cidades espalhadas pelo game, o relacionamento que o seu personagem tem com o mundo e principalmente com a gangue, aqui é importante manter um boa relação com todos os membros da gangue, dinheiro, munição e suprimentos devem ser divididos entre você e o acampamento, esse gerenciamento de itens influência na participação da gangue nas missões do game.
Assim como todo os games de mundo aberto RDR 2 não está livre de problemas, os famosos bugs estão presentes mas que não comprometem o gameplay, mas esses não são os únicos problemas presentes algo que incomoda é a movimentação do personagem, assim como em The witcher 3 aqui a momentos em que posicionar seu personagem no local exato para a interação tanto com o cenário como com outros personagens. Outra grande falha de RDR 2 é quando o game assume uma velocidade própria seja dentro do acampamento (onde não é possível andar a cavalo, usar armas ou correr) ou algumas vezes quando estamos andando a cavalo e passamos ao lado de uma carroça e o game te “obriga” a roubar ela.
Em resumo Red Dead Redemption 2 supera as expectativas e sem dúvidas vai brigar pelo título de “game do ano”, seja pelo seus mínimos detalhes, ou pela sua complexidade alcançando assim o auge dos games, o game é um primor técnico e visual, mesmo para um game de final de geração RDR 2 sem sombras de dúvidas vai ditar o ritmo de jogos futuros dessa e da próxima geração de consoles.

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