Crítica | Vingadores: Ultimato

                                                                                                  Marvel studios/divulgação
O ápice do universo cinematográfico marvel

[Cuidado com possíveis spoilers]

Ultimato estava cercado de muitas expectativas, ao fim de Guerra Infinita a sequência não poderia ser menos do que épica, não só por ser apenas mais um filme de super heróis mas sim porque além disso seria a conclusão de uma saga de 11 anos e 22 filmes, tudo que foi construído ao logo desses anos foi feito “pensando” nessa conclusão, as chances de algo dar errado também eram grandes e ao sair da sessão temos a certeza que Kevin Feige (Presidente da Marvel Studios) e Cia acertaram mais uma vez.

Entregar esse projeto nas mãos de Joe e Anthony Russo foi um dos maiores acerto da Marvel, a forma primorosa como eles trabalham o resgate e evolução dos 6 principais heróis mostra como eles conhecem esse terreno, respeitando os personagens tanto em Ultimato como na trajetória durante os 22 filmes. Aqui não temos um protagonista central, em algum momento todos eles têm um papel importante e dividendem esse protagonismo, mesmo que no fim Homem de Ferro (Robert Downey Jr) e Capitão América (Chris Evans) sejam colocados como figuras centrais, personagens como a Viúva Negra (Scarlett Johansson) e o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) tem um grande destaque e em um momento específico chegam ao ápice na atuação de seus personagens e apenas com olhares conseguem emocionar o público, o ponto negativo fica por conta do Hulk/Bruce Banner (Mark Ruffalo) é legal ver a transformação do personagem, mas ao longo do filme ele perde força e fica um pouco esquecido considerando que ele é um dos 6 principais vingadores, era esperado algo mais. Outro “protagonista” que têm uma evolução destacável é Thor (Chris Hemsworth), pode se dizer que em Ultimato temos a consolidação da reformulação de Thor, abraçando de vez a comédia, estilo que combina muito mais com Hemsworth e rende momentos incríveis e engraçados, sem esquecer a hora em que precisa ser mais dramático ou incisivo.

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Alguns personagens secundários tem um certo destaque aqui, Nebulosa (Karen Gillan) tem o desfecho do seu arco que foi iniciado em Guerra infinita, em busca de redenção e vingança contra Thanos. Scott Lang/Homem Formiga (Paul Rudd) também tem um papel importante na história e junto com Rocket reforçam a parte cômica do filme, com piadas sempre no timing certo. Com menos intensidade e protagonismo do que em Guerra Infinita Thanos (Josh Brolin) também tem um pequeno destaque e mais uma vez temos um vilão incrível que mesmo com menos tempo de tela entrega cenas de lutas dignas dos quadrinhos e do vilão que foi criado.   

Em Vingadores: Ultimato tudo é pensado para celebrar os 11 anos de UCM (Universo cinematográfico da Marvel), muito do que é visto aqui é uma carta aberta da Marvel para todos os fãs, Kevin Feige junto com os irmão Russos entregam tudo que as pessoas que acompanham esse universo sempre sonharam, o mais puro e verdadeiro Fã service, respeitando tanto os novos como os antigos fãs, cheio de referências e easter eggs. A forma como eles fizeram para celebrar esse universo é brilhante e nostálgica, a maneira como a história é conduzida principalmente a partir do segundo ato não deixa dúvidas de que estamos em um momento de despedidas, são pequenos momentos empolgantes e principalmente emocionantes que faz com que não só esse mas toda a trajetória seja um marco cinematográfico.

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Vingadores: Ultimato é sim o grande filme que foi prometido, não é perfeito e muitas vezes se perde em seus próprios conceitos em pró do Fã service, mas diante de tudo que foi criado durante essa trajetória seus erros são quase imperceptíveis e não tem um peso negativo na trama, as 3 horas em que o filme se passa é rápida deixando um gostinho de quero mais, principalmente no clímax. Os 11 primeiros anos do UCM foram um grande sucesso e culminaram no melhor filme até aqui, mesmo com a despedida  de alguns personagens o futuro desse universo ainda tem muito o que mostrar e promete ser ainda mais incrível.

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