Crítica | X-Men: Fênix Negra


Com vários problemas a saga X-men chega ao fim


Sabemos a bagunça que é a saga X-Men nos cinemas, assim como a contribuição desses personagens para o cinema de super-heróis e depois de 6 filmes o universo dos mutantes nos cinemas chega ao fim (pelas mãos da Fox). Fênix Negra tinha tudo para ser o desfecho perfeito para a saga, mesmo com uma história que já foi vista parcialmente em outro filme (“X-men 3: O confronto final” 2006), aqui está tudo focado na transformação de Jean Grey (Sophie Turner) em uma das personagens mais fortes do universo, e podemos dizer que a experiência aqui está longe do esperado.

Nessa “nova” timeline o sonho do Professor Xavier (James McAvoy) se tornou realidade após os acontecimentos do filme anterior, os X-Mens são finalmente conhecidos como super-heróis, esse conceito é um dos pontos positivos da trama pois tira o protagonismo supremo do Professor Xavier, aqui ele está muito mais humano, ele comete erros que movem a trama do filme e levam até a plot principal e para a sua protagonista, mas toda essa construção termina junto com o primeiro ato.



A Partir do segundo ato tudo se torna uma grande confusão, as motivações dos personagens começam e terminam de forma totalmente incoerente com o que foi construído dentro dessa nova timeline, e tudo se perde graças ao roteiro, Sophie Turner consegue fazer milagre com sua personagem, mas falta peso em todas as ações do filme envolvendo sua personagem principal, as apostas na parte afetiva não surtem efeito, o romance entre Jean e Scott/Ciclope (Tye Sheridan) é apressado, sem nenhum desenvolvimento e não tem carga dramática em nenhum momento, o que seria uma parte muito crucial do filme já que na saga dos quadrinho Ciclope é uma peça importante para história, aqui ele é apenas um personagem perdido.

O filme esquece de alguns personagens durante a trama e volta com eles de forma totalmente sem sentido, Hank/Fera (Nicholas Hoult) tem motivação que cria uma disputa com Xavier que rapidamente é descartada, assim como a motivação de Erik/Magneto (Michael Fassbender) que faz sentido mas é esquecida de uma hora para outra, essa motivação serve de argumento apenas para reunir mais personagens na batalha final, Fassbender mais uma vez está muito bem como Magneto e rende cenas de ação muito bonitas, Tempestade e Noturno são totalmente descartáveis, tem seus momentos de ação mas não justifica a presença desses personagens no filme. A misteriosa personagem Smith (Jessica Chastain) parece muito mais ameaçadora no começo, mas vai perdendo força durante o filme e no fim não passa de mais uma vilã facilmente esquecível devido a correria do roteiro.


Fênix Negra tinha todos os elementos para ser um grande desfecho, bons atores, personagens, um das melhores histórias dos quadrinhos mas tudo parece ter sido feito de forma desleixada e às pressas, Simon Kinberg (diretor e roteirista) peca principalmente no roteiro, ao não saber seguir uma única ideia narrativa, os momentos de ação são bem dirigido mas não empolgam, na “batalha final” onde seria o momento de exagero principalmente nas cenas envolvendo a Jean o filme se segura e entrega o básico. Em época de grandes conclusões X-Men entrega algo pobre mas que era esperado considerando os últimos filmes e toda a bagunça, os mutantes contribuíram muito para o cinema pop e acabaram de forma melancólica, mereciam algo melhor e infelizmente não vão deixar saudades.

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