Crítica | Star Wars A Ascensão Skywalker
Com roteiro confuso e momentos nostálgicos conclusão da saga skywalker é frustrante
É inegável a importância não apenas dos filmes, mas também de todo universo Star War para a cultura pop, e a nova trilogia não deixa os fãs esquecerem isso, durante os episódios 7, 8 e principalmente o 9 são o clima Star Wars independente de história e personagens. No entanto o novo filme tem alguns problemas que deixam um clima apático para a conclusão dessa nova trilogia que se mostrava promissora.
A volta do diretor J.J. Abrams era considerado a volta aos trilhos para a nova saga já que muito do que foi considerado ruim em “Os Últimos Jedi” é considerado culpa de Rian Johnson, mas os erros de “A Ascensão Skywalker” são muitos e podemos sim colocar boa parte desses erros na conta do diretor. Muito do que vemos desde o início parece não fazer muito sentido, se o retorno do imperador Palpatine em tese já era considerado um problema, na prática consegue ser ainda pior, a forma como ele é apresentado, (pouco) desenvolvido e a conclusão do personage são totalmente mal feitas e não faz jus a fama do personagem.Até o humor do filme parece forçado com diversas piadas fora de tempo ou que se repetem em vários momentos além de serem previsíveis.
O mesmo pode se dizer de outros personagens, como justificar os acontecimentos de Rey (Daisy Ridley), que parece completamente perdida, habilidades nunca antes mencionadas, no entanto o que mas incomoda é seu desfecho, uma personagem que parecia seguir outro caminho e apresentar algo mais do que o conceito Jedi padrão, e tem um final decepcionante. Outra parte dessa história que parecia muito importante é Kylo Ren (Adam Driver) toda sua evolução e complexidade que foi formada no episódio 8 foi deixada de lado em pró de um objetivo que é jogado para o telespectador e a conclusão do personagem parece ter saído de uma fanfic. Personagens secundários como Poe (Oscar Isaac) e Finn (John Boyega) não tem desenvolvimento e tem histórias que entram em conflito com coisas apresentadas nos filmes anteriores, o que dizer de Rose (Kelly Marie Tran) que teve um certo destaque em “Os Últimos Jedi” aqui não passa de uma figurante.
A Ascensão Skywalker não é todo ruim e tem seu momentos, a estética Star War continua impecável, pode não parecer muita coisa mas são essas pequenas coisas que mantêm a nostalgia em alta e nostalgia é o melhor que se pode se levar do longa, seja com a participação de personagens clássicos como Luke (Mark Hamill), Lando (Billy dee Williams) e Leia (Carrie Fisher), além de uma participação especial. São esses pequenos momentos que fazem “valer” o filme, é muito bom perceber referências e easter eggs ao universo Star Wars ao longo do filme.
O fim dessa jornada poderia e tinha tudo para encerrar de forma épica um dos maiores clássicos da cultura pop mas passa longe disso e deixa um gosto amargo na boca dos fãs, em vários momentos o filme começa a empolgar e dar sinais de que vai engrenar, mas acaba tomando decisões duvidosas, pode se dizer que o filme teve medo de arriscar em algumas decisões e apostou em algo seguro, assim a segurança tirou o brilhantismo que poderia ser muito maior e surpreender o telespectador. Uma conclusão frustrante mas ainda assim com aquela marca Star Wars.



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