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Crítica | Coringa

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Joaquin Phoenix comanda um dos melhores filmes do ano  Complexidade é o que melhor define esse filme e essa nova versão do personagem Coringa, mais do que uma história de “origem” esse é um estudo sobre a sociedade e  o comportamento diante de diversas características sociais das quais o filme dialoga. Mais do que mostrar o antagonismo de um vilão ele coloca um holofote no drama social. Em meio a uma vida cheia de problemas o filme acompanha o problemático Arthur Fleck ( Joaquin Phoenix ) mergulhando em loucura conduzido pela sociedade até sua transformação em Coringa.  Em meio a tantas coisas incríveis no filme um dos seus maiores destaques é sem dúvida a parte técnica, é difícil ver um filme em que os elementos conversam com o seu personagem principal e com o público, aqui temos esse dueto entre personagem, cores e cenário. O filme tem um ar pesado, brutal e sujo seja pela crise que a cidade de Gotham passa ou pela forma como somos apresentado a história, a...

Crítica | Ad Astra - Rumo às estrelas

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Com show de atuação de Brad Pitt e parte técnica impecável Ad Astra surpreende Filmes com a temática de viagem ao espaço em algum momento preferem prezar pelo fator sci-fi, mesmo quando se trata de um drama, é fácil perceber que a parte científica está mais presente na trama do que qualquer outro elemento. Ad Astra segue o caminho contrário a esse, temos a parte dramática muito mais presente, boa parte do longa se apoia no drama do personagem principal e em sua busca. Caso você procure por um parâmetro Ad Astra é diferente de qualquer outro filme com essa temática, conta com muito elementos de “Interestelar” , “2001 - Uma odisseia no espaço” , “Gravidade” e o recente “Primeiro Homem” . Acompanhando o engenheiro espacial Roy Mcbride ( Brad Pitt ) a trama segue o personagem de Pitt, seu passado e presente se misturam, o roteiro cria a imagem de um soldado espacial perfeito que parece não cometer falhas e sempre colocando seu objetivo em primeiro lugar, o filme cria empatia...

Top Pra Depois: 5 filmes do Festival de Toronto

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Entre os dias 5 e 15 de setembro de 2019 aconteceu o festival de Toronto ( Toronto International Film Festival ) um dos maiores festivais de cinema do mundo, onde são exibidos diversos filmes que provavelmente estarão presente no Oscar. E entre os vários filmes que foram apresentados esse ano alguns se destacaram, então fiz uma lista com cinco filmes que chamaram a minha atenção. E pode anotar que todos (ou quase) estarão presentes no Oscar. Ford vs Ferrari   Christian Bale e Matt Damon trazem para as telas uma das maiores disputas automobilísticas, baseado em fatos o longa vai mostrar um grupo de engenheiros construindo um carro capaz de competir com a poderosa Ferrari no Le Mans World Championship. O filme é dirigido por James Mangold (Logan - 2018). ( Trailer 'Ford v Ferrari' - aqui )     Marriage Story A Netflix está empenhada em ganhar Oscars e agora aposta em Scarlett Johansson e Adam Driver que iram viver um casal que entram em proces...

Crítica | It - Capítulo 2

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REPETITIVO E CANSATIVO FILME NÃO AMADURECE E FICA ABAIXO DAS EXPECTATIVAS    O primeiro capítulo de It pode ser considerado excêntrico, pois mesmo que não seja um filme tão assustador ele consegue criar um clima tenso em diversos momentos, o filme tem bastante momentos de alívio cômico, mas nos momentos de terror o filme assume o gênero de forma que funciona. Mas no segundo capítulo 2 era esperado um amadurecimento não só dos personagens mas também do clima de terror afinal se trata de uma sequência, mas o filme tropeça em diversos momentos, se prolonga e acaba se perdendo. Nos minutos iniciais do filme até temos uma proposta interessante que criar uma atmosfera densa, apresenta um problema atual de uma forma tão brutal que te prende na poltrona e faz você imaginar as possibilidades e consequências que isso pode ter na trama, infelizmente isso é completamente esquecido. O filme tem um grande problema de ritmo, o diretor Andy Muschietti parecer querer colocar to...

Crítica | Era uma vez em...Hollywood

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TARANTINO DECLARA SEU AMOR POR HOLLYWOOD COM UMA OBRA-PRIMA Não é de hoje que o nome de Quentin Tarantino envolvido em um filme é sinônimo de altas expectativas, seja pelas histórias marcantes ou por seus personagens que normalmente roubam a cena, aliados ao seu primor técnico quase que perfeito, uma marca registrada do diretor. Assim “Era uma vez em...Hollywood” chega com todos esses elementos de uma forma surpreendente e mais uma vez incrível, de um modo que só o próprio Tarantino poderia fazer. Rick Dalton ( Leonardo DiCaprio ) é um ator em decadência e que ainda busca fama em Hollywood, junto com seu amigo e dublê Cliff Booth ( Brad Pitt ) que se contenta em ser apenas o dublê de Rick, sem maiores aspirações, os dois roubam a cena durante o filme com uma dinâmica incrível, DiCaprio está em uma de suas melhores atuações, ao viver essa dualidade entre ser um dos maiores atores da atualidade e ter que interpreta alguém em decadência, o conflito interno do ...

Crítica | Rei Leão (2019)

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Realismo tira o brilho do filme    Para deixar claro desde de o começo a nova versão de Rei Leão não é ruim principalmente se você encarar como algo novo e esquecer a clássica animação de 94, uma tarefa difícil já que em vários momentos você vai esperar por algo marcante da animação mas graças ao realismo ela não vai estar presente, mas a nova tecnologia de CGI é uma das coisas mais impressionantes, o realismo que o filme alcança é incrível, a fotografia é maravilhosa principalmente quando temos os planos abertos, as cores saltam os olhos do começo ao fim, é como participar de um safari ou assistir um documentário sobre a vida na selva, no começo do filme isso é muito bom pois passa uma sensação de novidade mas é exatamente quando os personagens são apresentados que o filme se “perde”. A maior dificuldade em fazer um live action de Rei Leão em relação a outros filmes refeitos pela Disney é que aqui não temos humanos então a dificuldade aqui é criar empatia com os p...

Crítica | Stranger Things (3T)

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3 ° TEMPORADA  SE RENOVA, SURPREENDE E EMOCIONA  Quando estreou em 2016 Stranger Things surpreendeu por apostar na nostalgia, além de apresentar um belo elenco mirim, mas depois de uma temporada que tentou pegar o público repetindo de forma exaustiva a nostalgia vista na primeira temporada e sem desenvolver uma trama mais interessante a 3° temporada  coloca o fator nostalgia de lado e resolve crescer assim como seus personagens principais, e é onde a série acerta, a nostalgia e referências ainda estão lá mas de forma que sejam parte da série, assim Stranger Things volta ao patamar das grandes séries.    Stranger things sempre teve em Eleven ( Millie Bobby Brown ) uma figura feminina forte, mas sempre esteve rodeada e um pouco abafada por garotos o que tirava qualquer tentativa de representatividade mais forte, isso muda completamente na terceira temporada, além de Eleven que tem como jornada o auto descobrimento, já que pela primeira vez el...